Assaz Atroz

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Deus e o diabo na Terra são um só

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Deus e o diabo na Terra são um só

por Fernando Soares Campos

Portal do jornal russo Pravda, versão em português - 02.09.2017 
Sociedade » Cultura

Trecho:

Essa história de que o Bem sempre vence o Mal é balela, feliz apoteose de novela épica. O Bem não vive em conflito com o Mal, o Bem e o Mal se complementam e se dispõem numa só forma. O conflito é nosso, é íntimo, não é externo. É de dentro para fora; não, o contrário; e ele se dá em função dos nossos interesses pessoais, imediatos, inalienáveis. A distinção entre um e outro está condicionada apenas à nossa consciência, ao que dela fizemos, ao que nela plasmamos, mas isso não quer dizer que podemos tratar essa questão atribuindo-lhe uma condição relativa, pois o Bem e o Mal se fundem e são inseparáveis, são objetos, sujeitos, não são qualificações de objetos, de sujeitos, como o que consideramos bom ou mau.

(...)

A crise existencial nossa de cada dia pode estar relacionada com esta nossa tentativa de separar deus do diabo, aplicando conceitos pessoais, semiconscientes, sobre o Bem e o Mal, sem considerarmos que, dentro de nós, um não existiria sem o outro. Num mundo só de luz, não adiantaria alguém tentar explicar o que viria a ser a sombra. Também num mundo somente de sombras, seria inútil alguém tentar explicar o que possa ser a luz. "Quem não soube a sombra não sabe a luz" (Taiguara, em "Teu sonho não acabou"


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Discurso do Presidente Bashar al-Assad da Síria

Trecho:

Ocidente político e conflito global entre duas forças

Quando falo de "o Ocidente" falo no sentido político do termo. Não vou listar os estados 'ocidentais', todos nós sabemos quem comanda o Ocidente, assim como todos conhecemos esse "Ocidente político" - provavelmente com Estados localizados no extremo da Ásia - nada tem a ver com política, mas faz como se tivesse. É portanto sobre esse Ocidente que falarei hoje aos senhores e senhoras.

domingo, 27 de agosto de 2017

Lei de Causalidade e "Lei de Casualidade"

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Lei de Causalidade e "Lei de Casualidade"

por Fernando Soares Campos


Eu gostaria de entender melhor a aplicação e o funcionamento da Lei de Causalidade, também conhecida como Lei de Causa e Efeito ou Lei de Ação e Reação, mas não quero me ater a exemplificações específicas sobre causas e efeitos de ordem pessoal, consequentes à vontade e ação do indivíduo, nem a exemplos precisos de causas oriundas de decisões coletivas e que gerem efeitos isolados sobre indivíduos ou atinjam o âmbito total de uma sociedade.

O que pretendo mesmo é compreender por que um princípio tão lógico como a Lei de Causalidade pode ser preterido quando da investigação de certos acontecimentos e, em seu lugar, admitir-se a incidência de “casualidade”, “acaso” – sorte, destino, fatalidade, milagre, vontade de Deus...

As crianças parecem ser as mais renitentes criaturas interessadas em conhecer as causas e as conexões dos acontecimentos.

Por exemplo...

Pai: “O velho Pedro morreu”. Filho: “Morreu por quê?” “Foi atropelando quando atravessava a rua.” “E por que ele foi atravessar a rua?” “Ele ia à padaria.” “E por que ele ia à padaria?” “Ia comprar pão, ora!” “E por que ele ia comprar pão ora?” “Porque estava com fome, claro!” “E por que ele tava com fome claro?” “Ele estava com fome porque já fazia muito tempo que não comia!” “E por que fazia muito tempo que ele não comia?” “Para! Você está me deixando louco!”

Aí, chega a mãe e fala carinhosamente: “Filho, ele morreu porque Deus o chamou”. “E por que Deus o chamou?” “Porque chegou sua hora.” “E por que chegou sua hora?” “Vá dormir, vá, filhinho. Amanhã você precisa acordar cedo, tem que ir pra escola.” “E por que eu tenho que ir pra escola?”

O problema é que os fatos geralmente se encadeiam em causa e efeito-causa (efeito dominó); por isso, às vezes não conseguimos argumentar com objetividade, priorizando o núcleo da argumentação e identificando seus elementos periféricos, supostamente secundários. Ainda mais se alguém nos bombardear com perguntas fixadas no efeito cascata.

Nem sempre conseguimos enxergar a verdadeira relação entre os acontecimentos sucessivos, aquilo que possa revelar ligação entre as ações de causa e efeito, a “causalidade” dos fatos.

E as “casualidades”? Como se explica um fato ocorrido de maneira aparentemente fortuita, sem que possamos identificar qualquer motivo que justifique seu acontecimento, sem qualquer explicação plausível sobre aquilo que o gerou?

Existiria efeito sem causa, como dizem que alguns especialistas em física quântica pretendem provar? Não seria apenas o orgulho, ou arrogância, de certos cientistas que não admitem assumir que desconhecem as causas de tal ou qual fenômeno? Isso implicaria afirmar que o “acaso” existe. Acredito que a diferença básica entre tais cientistas e determinados religiosos é que estes, invariavelmente, atribuem a suposta ocorrência "casual" à vontade de Deus (sorte, destino, milagre); enquanto aqueles, provavelmente, identificam a fonte do “acaso” no próprio "acaso". É como se do nada pudesse surgir alguma coisa; porém, nesse específico caso, o religioso fanático está mais próximo da razão que o cientista ateu, pois este pretende explicar o surgimento de “alguma coisa” a partir do “nada”; enquanto o religioso admite, pelo menos, uma causa a determinado fenômeno inexplicável: sorte, destino, vontade de Deus...


Assim como existe a Lei de Causalidade, existiria uma “Lei de Casualidade”?

Ora, terá pensado você, leitor atento: “Se a casualidade ocorresse sob as determinações de uma lei, uma regra, nesse caso, deixaria de ser casualidade”.

Concordo, mas veja o que o outro leitor igualmente atento diria: “A Lei de Casualidade é a sorte ou o destino”.

Ou seja: a casualidade seria fruto da casualidade. É isso? Então, entramos no circuito equivalente ao cachorro correndo atrás do próprio rabo.

Analisando sorte e destino através de conceitos que indiquem casualidade, ou seja, quando a gente classifica certos acontecimentos como tendo sido o resultado da sorte ou do destino, tais como dependentes do acaso, estamos apenas buscando justificativa para o que ainda não entendemos, ou para as causas que ainda não identificamos.

Acontece que aquilo que costumamos chamar de sorte ou destino tem, na verdade, pai e mãe. E não é a Providência Divina interferindo em determinados casos, beneficiando uns ou castigando outros; mas apenas a própria Legislação Universal, natural, perfeita, atuando em todos os sentidos.

O que chamamos de sorte ou destino são fatores que ocorrem em consequência de nossas próprias ações, reações ou inações, as formas ativas ou passivas como nos comportamos em determinados momentos, diante das situações que se nos apresentem. A “sorte” ou o “destino” seria, portanto, o “efeito” de como agimos, reagimos ou "inagimos", fazendo uso adequado ou inadequado dos recursos de que dispomos. Daí, a boa ou má sorte, o bom ou mau destino. Por isso mesmo, sorte e destino têm “causas”, não são simples frutos de “acasos”. Assim, podemos continuar chamando de “sorte” ou “destino” aquilo que ainda não entendemos ou não identificamos a origem.

A “Lei de Casualidade” só existiria em função da nossa ignorância, dos nossos parcos conhecimentos, da nossa pouca compreensão do mundo e de suas realidades. Seria ela apenas uma abstração, ou um “cover”, da Lei de Causalidade, pois a distinção entre uma e outra só pode ser estabelecida considerando-se apenas o grau de facilidade ou de dificuldade que tivermos para identificar razões, motivos, causas dos acontecimentos. A questão é que, quando não enxergamos claramente a “causa”, tendemos a atribuir tudo ao “acaso”.

Milagre, por exemplo, é um fenômeno inexplicável através das leis naturais reveladas pela Ciência, até onde o processo científico alcançou. Ou seja: inexplicável devido ao nosso limitado grau de conhecimento das leis naturais (não confundir com leis do Direito Natural).

Trocando em miúdos

Para muita gente, ainda hoje, o simples ribombar de trovões e a precipitação de raios no céu seriam fenômenos milagrosos, ocorridos apenas em função da vontade de Deus, com momento e hora marcada, por merecimento ou necessidade, anunciando boa-venturança ou desgraça... E assim foi para toda a Humanidade, durante séculos e séculos, porém já não é mais isso para a maior parte dos humanos (supõe-se), ou para os humanos razoavelmente instruídos.

Como nos comportamos diante de relatos sobre "milagres” testemunhados?

Ou nos negamos a acreditar nas testemunhas, tratando o caso como fruto de imaginação fantasiosa ou de possível alucinação (individual ou, o que é mais difícil de se aceitar, coletiva). Ou atribuímos o fato a certa revogação momentânea e localizada das leis naturais (sobrenaturalidade), pela “vontade de Deus”, com o propósito de realizar o tal “milagre” e de transmitir uma mensagem. Ou nos munimos de razões naturais, alicerçadas em conhecimentos científicos e, a partir daí, elaboramos fundamentos de caráter essencialmente teórico, transcendentes às experiências verificadas pelas nossas funções sensoriais imediatas.

Milagre seria, portanto, para algumas pessoas, uma mentira, invencionice, fantasia, ou nada mais que alucinação; para outros, obra da vontade de Deus, que teria promovido uma eventualidade a fim de atender determinado propósito. Outros tantos tentariam explicá-lo através do conhecimento intuitivo, supra-sensível; mas, na medida do possível, ratificado por detalhes qualitativos e quantitativos do fenômeno, detalhes estes identificados e classificados com base em processos científicos.

Dessas três proposições, cabe desenvolver apenas a terceira, pois as duas primeiras, por si mesmas, pelas suas próprias formulações, pretendem responder à questão.

Quando à explicação “científica” de um “milagre”, explicação em que se leva em consideração a ocorrência de leis naturais reveladas – ocorrência daquilo que delas temos comprovado conhecimento – e, com isso, elabora-se fundamentos teóricos que, por sua vez, possam fornecer subsídios instigantes a pesquisas através de ciências diversas, pois bem, quando a essa explicação acrescentamos, além dos caracteres científicos e filosóficos (metafísicos), elementos de “paranormalidade”, afastamo-nos da compreensão da Lei de Causalidade e enveredamos no campo das “casualidades”, simplesmente porque “sobrenaturalidade” e “paranormalidade” redundam em fé cega, crença fanática (apesar de ambas as palavras terem relação semântica entre si, a primeira é bastante utilizada para justificar fatos sob o ponto de vista religioso, e a segunda é muito empregada nas explicações de fenômenos ufológicos, por exemplo).

Sorte no jogo de azar

Sabemos que ganhar ou perder nos chamados jogos de azar é uma questão inerente à Lei de Probabilidade.

Ao lançarmos um dado, cada face dele tem uma possibilidade de ficar para cima; uma entre seis possibilidades de posição (1/6).

O mesmo acontece quando giramos uma roleta numerada: cada número tem uma possibilidade de parar em determinada posição que o indica como sendo o número premiado; apenas uma entre tantas outras possibilidades de vir a ser o número sorteado (1/n).

(Matemáticos podem desenvolver teorias baseadas em outros fatores que devem ser levados em consideração quando dos cálculos estatísticos que determinam as probabilidades, fatores esses que podem interferir no resultado do jogo. Entretanto, em geral, podemos dizer que tal resultado está sempre determinado por uma possibilidade de ganhar entre tantas de perder.)

Nos jogos de azar, uma das características da Lei de Probabilidade é cada tentativa resultar em um acontecimento, tendo-se um estabelecido número de possibilidades de que ele venha a ocorrer. Sendo assim, só haveria razão para se falar em “acaso” se as probabilidades fossem infinitas, o que, por si mesmo, descaracterizaria o sentido do termo, por não haver mais a determinação de como o fato ocorre.

As probabilidades nos jogos de azar somente variam em função da modalidade ou de defeito no sistema de jogo. E nada indica que haja influência de suposto acaso, sorte, boa estrela. A primeira causa de alguém ganhar ou perder num desses jogos é a decisão de jogar. A segunda está submetida à Lei de Probabilidade.

Em se tratando de jogos de azar que também exijam atenção, raciocínio e habilidade dos jogadores, como acontece, por exemplo, nos jogos de carta, as probabilidades podem variar no tempo, de acordo com a jogada. Não se pode dizer que, porque alguém deitou, passou ou comprou tal carta, tenha, com isso, aumentado ou diminuído sua “sorte”; mas, sim, suas chances, as probabilidades.

A Lei de Probabilidade, assim como todas as leis naturais, está inserida no complexo da Legislação Universal.

Sincronismo e coincidência de acontecimentos idênticos - “coincidentes probabilisticos”

Acontecimentos idênticos podem ocorrer simultaneamente ou numa sequência temporal, mas sem relação imediata de causa e efeito entre si, aquilo que a gente costuma dizer: “Um não tem nada a ver com o outro”. Ou: “Um não é a causa nem o efeito do outro”. Em cada acontecimento, podemos identificar, isoladamente, agentes e motivos que os provocaram. Cada ocorrência tem seu relacionamento íntimo-causal independente. No caso, por exemplo, de uma série de incêndio, a causa que levou alguém ou alguma coisa fazer arder as chamas aqui não é a mesma causa (agente e ação) que fez arder as chamas ali ou acolá.

Em acontecimentos meramente sincrônicos, as relações entre eles residem em fatores fenomenais. Ainda como exemplo, analisemos a série de incêndio:

a) Têm causas (agentes e ações) e efeitos. Lei de Causalidade.

b) Ocorreram sob a determinação do mesmo princípio, ou seja: o fogo que queima aqui e o fogo que queima lá ou acolá obedecem à mesma Lei de Combustão.

(Porém não se pode atribuir a causa do fogo à própria Lei de Combustão, visto que não existe autocombustão – combustão espontânea –, como alguns cientistas pretendem provar. Seria basicamente o mesmo que dizer que existe efeito sem causa.)

c) Fatos idênticos podem ocorrer em vários pontos ao mesmo tempo (momento exato, rigorosamente pontual – sincronização linear no tempo e no espaço), ou em tempos distintos; neste caso, poderíamos considerá-los sincronizados em função da abrangência espacial e da frequência temporal: a cada tantos minutos, tantas horas, tantos dias, tantas semanas, tantos meses, tantos anos... tal número de fatos idênticos aconteceram ou acontecem numa determinada área (bairro, cidade, estado, país, continente...). Lei de Probabilidade.

Epa! Mas essa tal Lei de Probabilidade não é para os chamados jogos de azar?

A questão espaço-temporal dos acontecimentos sincrônicos pode ser definida pela abrangência territorial e frequência temporal das ocorrências, e, colhidos estes dados, pode-se estabelecer as probabilidades, usando cálculos fundamentados na teoria de probabilidade, a Lei de Probabilidade.

Coincidência

Os acontecimentos idêntico-sincrônicos são muitas vezes chamados de “coincidentes”, porém o significado de “coincidência” deveria ficar restrito ao fato de que eles se realizaram ao mesmo tempo ou numa definida sequência de tempo.

O problema é que costumamos usar a palavra “coincidência” ou “coincidente” para designar acontecimentos que teriam ocorrido “ao acaso”, ou seja, acreditando que a simultaneidade teria acontecido “por acaso”, sem levar em conta fatores naturais e artificiais preestabelecidos, os quais podem fornecer elementos para cálculos probabilísticos: frequência dos acontecimentos, área de incidência, condições climáticas e geológicas dessas áreas, suas condições de uso social, enfim, ene fatores que podem influenciar a incidência de certos acontecimentos. De posse desses dados e mais os que aí couberem, qualquer matemático pode calcular as probabilidades de vir a ocorrer tal ou qual fenômeno, em tal ou qual área, com tal ou qual frequência. Dessa forma, deixaríamos de chamá-los de “coincidentes casuais” (coincidentes ao acaso) e passaríamos a chamá-los de “coincidentes probabilísticos”.

Conclusão

Se acontecimentos idênticos ocorrerem em série, existem aí três fatores naturais e generalizantes que os relacionam:

1) Qualquer acontecimento encerra, obrigatoriamente, a Lei de Causalidade, nenhum ocorre por acaso.

2) Em todo acontecimento ocorre um fenômeno natural, ou conjunto de fenômeno, que caracteriza sua dinâmica: incêndio/combustão, desabamento/fadiga...

3) A sincronia entre os acontecimentos pode ser evidenciada através de cálculos probabilísticos. Se fugir aos padrões probabilísticos, há fortes razões para se admitir relação deintencionalidade na produção da série.

Mas podemos continuar acreditando na existência de suposta "Lei de Casualidade", só não podemos atribuir sua existência à vontade de Deus, mas tão-somente à nossa ignorância. 


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domingo, 20 de agosto de 2017

Enquanto a realidade se transforma, a verdade evolui

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Enquanto a realidade se transforma, a verdade evolui

Por Fernando Soares Campos - CPLP - Brasil - Portal do jornal russo Pravda, edição em português , 20.08.2017

Trecho:

A transformação da realidade e a evolução da verdade

Antoine-Laurent Lavoisier, reconhecido como o "pai" ou "fundador" da química moderna, pôde, através de seus trabalhos de pesquisa, enunciar uma lei que ficou conhecida como Lei da Conservação das Massas ou Lei de Lavoisier.

"Numa reação química que ocorre num sistema fechado, a massa total antes da reação é igual à massa total após a reação".

Ou,

"Numa reação química a massa se conserva porque não ocorre criação nem destruição de átomos. Os átomos são conservados, eles apenas se rearranjam. Os agregados atômicos dos reagentes são desfeitos e novos agregados atômicos são formados".

Ou ainda, sob conceito filosófico,

"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Daí se conclui que "nada pode surgir do nada; e nada pode transformar-se em nada".

A partir dessa constatação, entendemos que os elementos que constituem o nosso corpo material (o ente material) são eternos, indestrutíveis, eles apenas reagem entre si e se transformam (durante e após o ciclo vital). Assim sendo, considerando suas existências concretas, podemos dizer que eles encerram em si (ou simplesmente representam) a realidade.

O ente psíquico, etéreo, autoconsciente, individual, único, unido ao nosso corpo material, é igualmente eterno, indestrutível, entretanto este, à medida que aprofunda seu autoconhecimento, é capaz de criar mecanismos próprios para controlar seus desejos e impulsos afetivos e emotivos; adquire conhecimentos através de processo mental (cognição) em que aplica a percepção, atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem; desenvolve métodos próprios para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas; nele não ocorre a simples transformação de seus elementos, mas, sim, o progresso quantitativo e qualitativo de conhecimentos e o aperfeiçoamento do emprego de suas principais funções (cognição, volição, afeto e motivação), portanto o ente psíquico evolui, podemos também afirmar que, por ele desejar conhecer a verdade e persegui-la, esta evolui consigo. 

LEIA COMPLETO: http://port.pravda.ru/cplp/brasil/20-08-2017/43860-realidade-0/

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Acompanhe a cobertura do 70° Festival Internacional de Cinema de Locarno,por Rui Martins, jornalista brasileiro radicado na Suíça, a convite da organização do evento.
Seção Cultura:
Locarno e o racismo nos EUA
Locarno seu futuro e os Leopardos surpresa
Locarno: a misteriosa ladra de livros
Locarno: o cotidiano e o desejo de liberdade






domingo, 30 de julho de 2017

Fim de quê? A fim de quê?

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Fim de quê? A fim de quê?

por Fernando Soares Campos 

Destaque no portal do jornal russo Pravda, edição em português - 30.07.2017

Trecho: 

Emancipação do indivíduo e terceirização de mão de obra e serviços

Nos primeiros momentos da popularização da Rede Mundial de Computadores, a Web, que tem como base a Internet, muito se falava (e ainda se insiste em afirmar) que o emprego formal estaria em extinção, que a tendência seria o empreendedorismo, a implementação de projetos individuais de geração de renda por produtividade, comissão, contrato temporário, consultoria, freelancer etc.; o autoemprego, o indivíduo como agente do seu próprio negócio, autônomo, profissional liberal, nas mais diversas atividades, desde engenheiros e técnicos a torneiros mecânicos, pintores, polidores e tantos outros menos qualificados. Tudo isso baseado no avanço das novas tecnologias da informática e robotização das linhas de produção.

Viver sem patrão, sem a monótona rotina de trabalho sob autoritárias chefias, também sem o caos estressante dos congestionamentos de trânsito ou as filas e superlotação dos transportes coletivos, talvez seja isso que chamam de "emancipação do indivíduo"; entretanto, já podemos observar que essa promessa não passa de um "salve-se quem puder".

A questão é que tudo isso está relacionado com o declínio do capitalismo e a crise econômica mundial, que revela o fracasso do modelo neoliberal, com a priorização e incremento da prática do rentismo, agiotagem e investimentos especulativos em geral. Tudo isso provocou, em alguns países do chamado Primeiro Mundo, um extremo desequilíbrio nos setores básicos da economia: primário, secundário e terciário.

LEIA COMPLETO: http://port.pravda.ru/cplp/brasil/30-07-2017/43733-fim-0/

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James Petras: EUA esmagam o Brasil para dominar a América Latina

Trecho:

Para Petras, a condenação sem provas de Lula a nove anos e meio de prisão faz parte dessa ofensiva que, ao que se refere ao Brasil, teve sua primeira parte no impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

"No plano internacional, essa ofensiva significa a subordinação do Brasil aos mandos de uma potência imperial, e não me refiro somente aos EUA, mas também à União Europeia", disse.
Segundo o analista, o período de governo da esquerda na região "foi uma tática usada pelos EUA para se reorganizar, acumular forças e, chegado o momento indicado, lançar um contra-ataque", uma vez que os países não foram capazes de "desafiar abertamente os Estados Unidos".

LEIA COMPLETO: http://port.pravda.ru/mundo/24-07-2017/43692-james_petras-0/

LEIA TAMBÉM OUTRAS MATÉRIAS EM DESTAQUE NA CAPA DO PORTAL PRAVDA:http://port.pravda.ru/




quarta-feira, 21 de junho de 2017

Deu no Pravda: Cuidado, Putin, a CIA está de olho na foto!

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Em meio às crises política, econômica e moral que assolam o Brasil, o presidente Temer, o usurpador, viaja à Rússia.

Alertado por nós, o presidente russo, Vladimir Putin, evitou contato muito aconchegante com Temer, a fim de não ser acusado de participar de esquemas de corrupção.

O encontro Temer-Putin. Observem a distância entre os dois: 

http://g1.globo.com/politica/noticia/temer-se-encontra-com-putin-em-reuniao-no-kremlin.ghtml

Compare com os encontros Dilma-Putin: 
https://www.google.com.br/search?q=dilma+se+encontra+com+putin&client=gmail&rls=aso&authuser=0&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjt_fm_iM_UAhUD5SYKHY7xBR8Q_AUIBigB&biw=960&bih=495#imgrc=6Yf84DcQq2KIFM:

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Portal do jornal russo Pravda, edição em português - 21.06.2017


Foto Íntima

por Fernando Soares Campos 

Recentemente, o Papa Francisco cancelou a viagem que faria ao Brasil este ano, quando participaria das festividades que comemoram os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, fato considerado milagroso. Ficou claro que o Papa quer apenas evitar a exploração política de sua presença em solo brasileiro, por parte do governo Temer.

Governantes europeus, como François Hollande e Angela Merkel vieram à América do Sul mas evitaram vir ao Brasil, provavelmente para manter distância de Michel Temer. 

O isolamento de Temer é tão cruel que, mesmo visitando o nosso país, o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro português, Antonio Costa, estiveram entre o Rio de Janeiro e São Paulo, para celebrar o "Dia de Portugal", mas não agendaram encontro com Temer.

LEIA MAIS: http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/21-06-2017/43482-foto_intima-0/#sthash.AxQuweee.dpuf 

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Temer chega na Rússia e é recebido por sub do sub

Brasil 247 - 20 DE JUNHO DE 2017 - Vídeo mostra que Michel Temer desembarcou em Moscou, onde foi recebido com uma cerimônia oficial, mas sem a presença do presidente russo, Vladimir Putin; em sua viagem de dois dias ao país, Temer será ignorado por autoridades e empresários; dos 180 participantes do fórum empresarial no qual o peemedebista será o protagonista, há apenas um CEO e, ainda assim, o executivo é da filial russa de uma empresa brasileira; no campo diplomático, também não há nenhum acordo relevante previsto... 
LEIA MAIS: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/302108/Temer-chega-na-Rússia-e-é-recebido-por-sub-do-sub.htm 


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Ilustração: AIPC - Atrocious Intenational Piracy of Cartoons

PressAA


sábado, 3 de junho de 2017

A lógica silogística do juiz Manoel Mouro

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A lógica silogística do juiz Manoel Mouro

por Fernando Soares Campos

O juiz português Manuel Mouro estava lendo um livro, de repente seu amigo Sérgio Joaquim se aproximou e perguntou:
-- Que livro estás a ler?
-- É um livro de Lógica. 
-- E o que é lógica? 
O juiz Manoel Mouro gostou da pergunta, pois isso o faria exercitar seus novos conhecimentos sobre lógica silogística.
-- É o seguinte... -- fez ligeiro silêncio como se estivesse buscando o exemplo ideal para fazer o amigo entender e finalmente perguntou: -- O que estão noticiando aí nesse jornal que trazes contigo?
-- Estão falando que, no Brasil, um dos partidos políticos com raros corruptos é o PT, o Partido dos Trabalhadores.
-- Então veja a lógica das coisas. Atente para as premissas:
a) Raros políticos do PT são corruptos;
b) Lula não é um político vulgar, é um raro político do PT;
c) Logo, isso prova que Lula é corrupto. 
Sérgio Joaquim coçou a cabeça, pensou e acabou concordando, pois, pela lógica, Lula é corrupto. Decidiu comprar um livro de Lógica para também estudar. 
Outro dia ele estava na pracinha lendo seu livro, e Rosa Lobo, mulher do juiz Manuel Mouro se aproximou e perguntou:
-- Que livro estás a ler, Sérgio Joaquim?
-- É um livro de Lógica.
-- E o que é lógica?! -- perguntou Rosa animada para saber.
Sérgio Joaquim, com ar professoral, falou: 
-- Vou te dar um exemplo, mas, antes, me responda... Teu marido te considera uma pessoa rara ou vulgar?
-- Ora, raríssima!
-- Então, pela lógica, és corruptíssima!

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Ilustração: AIPC - Atrocious Intenational Piracy of Cartoon

PressAA